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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Adaptação escolar: "Sentir medo em situações novas..."

O ser humano, todos sabem, é um animal muito frágil. Diferentemente de outros mamíferos, que já nascem em pé e rapidamente aprendem a buscar alimento e se defender, os bebês dependem dos adultos por um longo tempo. Assim desde o início da vida, eles experimentam a sensação de medo. Acredita-se os primeiros temores se manifestam por volta dos 3 ou 4 meses de idade. "Nessa fase, o bebê adquire a capacidade de distinguir o familiar do estranho e aprende a diferenciar a mãe (ou responsável) de tudo que o rodeia." "Ao perceber a existência de um desconhecido, ele teme perder o amparo materno", diz a psicóloga Vera Zimmermann.
Esse sentimento é parte da nossa vida e "é importante para a própria proteção, pois inibe a exposição excessiva aos riscos", diz a professora universitária Marcia Barbosa.
A psicopedagoga Eliane Pisani Leite, diz: "Até os 3 anos, é o receio de ser abandonado que mais apavora os pequenos. O escuro, a queda, o barulho e a luz forte estão desde sempre, relacionados à separação da mãe. A partir dos 2 anos, o repertório aumenta em razão da descoberta do mundo simbólico. É por isso, que muitas ciranças querem distância de pessoas fantasiadas, como palhaços e Papai Noel."
Por isso, ingressar numa escola de Educação Infantil é uma situação nova que pode provocar medo. Afinal, não haverá ninguém da família por perto.
Daí a importância da adaptação. Nos primeiros dias, o bebê ou criança pequena podem ficar pouco tempo na creche para minimizar esse impacto.
Uma recepção calorosa e afetiva dos educadores é fundamental para que os pequenos se sintam confiantes e protegidos. "Melhor ainda se eles puderem ser recebidos sempre pela mesma pessoa."

Preparo adequado:

Todo adulto que vive com crianças precisa saber lidar com o medo infantil. "Se esse sentimento não for adequadamente trabalhado, pode provocar timidez excessiva, ansiedade e até fobias", alerta o psicanalista e psiquiatra Conceil Correa. Além disso, os temores prejudicam o aprendizado, já que o assustado só quer ficar no colo e para de brincar com os colegas.
Como identificar o medo? Quando o pequeno ainda não aprendeu a falar, a solução é observar reações como choro, expressão de susto, coração acelerado, respiração instensa, inquitação, músculos contraídos e retraimento. Ao passar a conversar, rapidamente surgem frases como "estou com medo", "não gosto", "escutei um barulho" e "está atrás da porta" para expressar angústia.
Além de tranquilizar e acolher, você pode (sem forçar) estimular os que têm medo a falar, desenhar ou expressar o que os aflige. Assim, eles podem compreender o que estão sentindo e aprender a lidar com isso. Outra ação eficiente é dizeer que você também sente medo. " A criança entende que a sensação é comum a todos", ensina Marcia. Ler livros infantis também ajuda muito. "As histórias confortam, pois mostram que apesar dos temores das dificuldades dos personagens, elees conseguem ir em frente", diz Jefferson Mainairdes, da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Um comentário:

  1. Amei seu blog, tem dicas ótimas para trabalhar em sala de aula.Parabéns pelo seu trabalho.Trabalho com uma turminha um pouco difícil, gostaria de alguma sugestão para uma atividade com alfabeto móvel.Obrigada,bjs.
    Ana.

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