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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Texto



Eu sei, mas não devia.


Eu sei que a gente se acostuma, mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque tem curta vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque ão pode perder o tempo de viagem. A comer sanduíches porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite, cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir passado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre guerras, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone, hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios, a ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado da infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar por ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho para ganhar mais dinheiro para ter com que pagar nas filas em que se cobre.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável, à contaminação da água do mar.

À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir os passarinhos, a não ter galos na madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando ma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só o pé e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, pra preservar a pele. Se acostuma para evitar as feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta e que de tanto se acostumar, se perde de si mesma.

( Marina Colassanti)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Organização de final de ano.

Boa tarde!

Poxa, o final do ano já chegou, foi difícil e com certeza tivemos muitos desafios pelo caminho, mas conseguimos vencê-los. As dificuldades servem para nos fortalecer e proporcionar aprendizado, pois como costumo dizer para minhas colegas de trabalho "tudo é aprendizado, tanto as coisas boas como as ruins", afinal toda situação serve como experiência.

Bom, muitas escolas já encerraram as aulas, já estão em clima de férias, só esperando a confraternização, amigo secreto, reuniões pedagógicas e avaliação.

Nesta época do ano eu costumo fazer uma autoavaliação, rever minhas atitudes, observar os resultados, analisar se alcancei as metas estabelecidas no começo do ano  e etc. 

É o momento em que nos organizamos para encerrar este ano e deixar tudo preparado para quando retornar das férias está tudo certo.

A seguir vou deixar algumas dicas que uso, e que podem ser úteis, também podem servir como recomendações para a coordenação orientar a equipe;

  • Semanários e diários devem ficar devidamente preenchidos;
  • Pautas de reuniões de pais e relatórios  também devem estar em dia;
  • Conferir livros da sala e restaurar os que necessitam de reparos;
  • Retirar cartazes, organizar os brinquedos e armários;



terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Sugestões para confraternização de fim de ano.

Olá queridos leitores e leitoras.



Dezembro já chegou, agora é contagem regressiva para o final do ano, nós professores, já estamos finalizando as atividades e logo teremos o nosso merecido descanso. Para quem é diretor(a) ou coordenador(a) , não pode deixar de organizar reuniões de confraternização, dinâmicas ou algo do tipo, para estimular a união do grupo, descontrair a equipe e relaxar um pouco. Assim fechamos o ano num clima amigável e gostoso, isso é bom para qualquer equipe em qualquer ambiente.

Vale fazer desde confraternizações elaboradas, com passeios em sítios e viagens até um simples almoço na escola mesmo, organize um amigo secreto e incentive os funcionários a participar, estipule um preço compatível com o bolso da sua equipe, assim todo mundo pode brincar.

Faça uma caixinha decorada para colocar bilhetinhos, lista de sugestões de presentes, use a criatividade para que a brincadeira fique agradável.

No dia da confraternização faça dinâmicas que ajudem na integração do grupo, faça brincadeiras para descontrair e tornar o encontro mais festivo.

A equipe deu duro o ano todo, vale proporcionar um momento especial para ele, isso valoriza o funcionário e o deixa mais motivado para o trabalho. Prepare tudo com muito carinho e terá uma festa, os funcionários ficarão felizes, motivados e mais entrosados.