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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Que qualidade é essa?

Ter a escola classificada entre as melhores da cidade, da região ou do país é motivo de orgulho para qualquer gestor. O trabalho reconhecido gratifica e faz com que se procure ir adiante, aprimorando cada vez mais seus frutos. Por outro lado, compreende-se a preocupação dos diretores cujas unidades não têm desempenho satisfátorio. O esforço pela busca de um bom desempenho é aí requerido de maneira especial.
Para além dos resultados e da ressonância deles na comunidade, vale refletir sobre o significado da qualidade que se deseja nos processos de ensino e aprendizagem. Do ponto de vista da ética, um trabalho de boa qualidade é aquele que faz bem, isto é, que vai ao encontro do que é necessário para uma vida plena, apra o conhecimento ampliador das potencialidades humanas e da intervenção na construção de uma sociedade igualitária e democrática. Assim, é preciso que o educadores examinem, de um lado, as exigências que se fazem às escolas e os critérios os quais se determina o que é boa qualidade; de outro, os valores que os sustentam e como eles se articulam com as necessidades concretas do contexto social.
Os gestores precisam ficar atentos para não reduzir os resultados dos processos de ensino e aprendizagem apenas ao caráter técnico e ignorar as dimensões estética, política e ética. Para essa reflexão, cabem algumas perguntas: os alunos que dominam bem o conteúdo das disciplinas se relacionam de maneira respeitosa com os demais? Têm consciência de responsabilidade que emerge com a aquisição dos saberes? Vão além da perspectiva pragmática da aprendizagem? Afirmamos que cabe à escola colaborar na construção da cidadania. Temos de pensar, então, o que isso implica quando se fala em escolas de qualidade.
Quero reiterar algo que tenho partilhado em encontros com colegas educadores: o bom ensino é aquele que cria condições para a formação de alguém que sabe ler, escrever, resolver problemas. Isso parece óbvio, mas, como aprendemos com Darcy Ribeiro, o óbivio nem sempre é reconhecido como tal. Por isso, é preciso esclarecer.
Quando dizemos ler, escrever e resolver problemas, estamos afirmando: ler não apenas os livros mas também os sinais do mundo e a cultura do nosso tempo. Escrever não apenas nos cadernos ou computadores mas também na realidade da qual afazemos parte, deixando sinais e símbolos, intervindo em sua significação e ressignificação. Resolver problemas não apenas no espaço da Matemática, mas no amplo universo das questões que desafima os seres humanos na construção de sua história, no convívio com os outros, nas expressões político-sociais, nas criações artísticas, nas manifestações religiosas e nas investigações científicas.
Aqui, algumas outras indagações nos desafiam: estarão as escolas realizando um bom trabalho nessa direção? Haverá efetivamente uma preocupação com a qualidade social da aprendizagem? O conecimento adquirido deve contribuir para o reconhecimento, o respeito e a valorização do outro? Vale dizer que só respostas afirmativas farão com que haja sentido em se orgulhar de bons resultados e em procurar buscá-los quando ainda não foram consolidados.




Texto de  Terezinha azerêdo Rios
Revista Nova Escola.

2 comentários:

  1. Boa noite Paty!
    Passei para lhe agradecer da visitinha.
    Estou divulgando seu blog na lateral do meu.
    Minha net está com problemas e não consegui visualizar o local de seguir seu blog, mas volto em breve para lhe seguir.
    Abraços e ótima semana!

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  2. Voltei, tem algo de errado com seu Feed no blog, verifica por favor, pois divulguei seu link na lateral de meu blog e quando cliquei para conferir caiu em outra página, fora que não apareceu a data de sua última postagem. Depois que arrumar me fala e parece que vc também não colocou o gadet de pessoas que seguem e o gadet para clicar e passar a seguir seu blog. Qualquer dúvida estou a disposição. Bjs...de luz e muita paz!

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